Será que eu tenho direito?

Tem sim!   Acredite!

De uma forma ou de outra, dentro da legalidade, você tem direito à uma cidadania européia.

Cada país da Europa tem suas próprias leis para obtenção de cidadania e é importante que você as conheça e saiba como cumprir os requisitos que são ali estabelecidos.

Muita gente "acha" que apenas é necessário ter o sobrenome proveniente de um país europeu. Isto não é verdade!...

As leis de cidadania são apoiadas em critérios territoriais (como o americano, por exemplo) ou de sangue (como o italianoe o português...), além de acordos entre países por razões diversas (como entre Brasil e Portugal).

O fundamental, e mais importante para buscar sua cidadania, é ter uma ÁRVORE GENEALÓGICA feita com detalhes adequados e confiáveis. 

SOMENTE você terá condição de obter todos os elementos necessários para montar este documento (Árvore Genealógica de sua família).

SOMENTE de posse de sua ÁRVORE GENEALÓGICA detalhada um especialista em direito internacional poderá analisar e encontrar o melhor caminho para a sua nova cidadania.

Por isso, começe já a montar a sua ÁRVORE GENEALÓGICA.

Nós vamos ajuda-lo a organizar estas novas informações e mostrar o melhor caminho para obte-las.

Mãos à obra!

Por onde começar...

Sua ÁRVORE GENEALÓGICA passo-a-passo!     

Montar uma árvore genealógica é como dar um mergulho na sua história. O próprio processo, em si, lhe proporcionará descobertas incríveis sobre as suas origens. Por isso, investir nessa ideia é uma linda forma de honrar sua história e a trajetória de sua família.

O mais legal é que, atualmente, há diversas alternativas para contar a história da família através de fotos. Uma delas é o fotolivro – o álbum de fotos moderno – que pode ser customizado da forma como você preferir.

Outra forma, mais direta e também muito interessante é usando programas específicos como o MyHeritage ou o FamilySearch, os quais eu recomendo caso o seu interesse seja buscar seu tataravô italiano, por exemplo. E o melhor: de maneira simples, intuitiva e rápida, direto do computador ou pelo celular.

Ficou interessado na ideia? Então, siga nossas dicas e saiba como montar uma linda árvore genealógica com fotos!

 

Passo 1 : começe com você...

Parece óbvio, mas muita gente quer ir direto ao seu ascendente...eheheh smile

É IMPORTANTE que tenha a sua 'Certidão de Nascimento' à mão, pois as informações que você vai usar devem ser fielmente transcritas como está ali: se tem acento, está errado, etc.

É importante as seguintes elementos bem documentados:

  1. Nome completo
  2. Data de nascimento
  3. Local de nascimento (cidade, estado, país, etc...)
  4. Nome do pai fielmente transcrito
  5. Data de nascimento do pai
  6. Local de nascimento do pai (como está na sua certidão...)
  7. Nome da mãe fielmente transcrito
  8. Data de nascimento da mãe
  9. Local de nascimento da mãe (como está na sua certidão...)
  10. Nome dos avós paternos, e se possível o local de origem...
  11. Nome dos avós maternos, e se possível o local de origem...
  12. Cidade ou Cartório do seu registro (informação importante)

Todas estas informações você encontra na sua 'Certidão de Nascimento', por isso a importância de tê-la em mãos nesta hora...

Informações complementares: é normal ter alguma informação de familiares, como nome de bisavós, locais (país) de nascimento, datas, Certidões e locais de casamento e óbito,  e etc. É muito importante anotar estas informações, MAS separá-las, ou pelo menos deixar bem identificado, que SÃO DADOS INFORMAIS e não DOCUMENTAIS, ou seja, obtidas de documentos oficiais, a saber:

  1. Certidão de Nascimento: é a mais importante e fidedigna.
  2. Certidão de casamento: possui informações importantes e pode-se acessar outros documentos através dos DOCUMENTOS DE HABILITAÇÃO para o casamento que ficam para sempre arquivados nos cartórios de registro civil!
  3. Certidão de Óbito, por último: que é a menos fidedigna, pois muitas vezes o declarante é uma pessoa que não conhece tantos detalhes fidedignos do falecido e o cartório não exige documentos comprobatórios de todas as informações prestadas...

Passo 2: agora será a vez de seu pai e sua mãe...

Como já disse, é importante que você tenha a 'Certidão de Nascimento' à mão, neste ponto a do seu pai e de sua mãe.

De qualquer forma, você precisará de Certidões de Nascimento atualizadas, normalmente com menos de um ano de emissão se quiser pedir a sua nova cidadania.

Continue fazendo sua árvore crescer anotando atenciosamente os seguintes dados dos seus pais:

  1. Nome completo (como consta na Certidão de Nascimento) 
  2. Data de nascimento
  3. Local de nascimento (cidade, estado, país, etc...)
  4. Nome do pai do seu pai (seu avô) fielmente transcrito
  5. Data de nascimento do pai
  6. Local de nascimento do pai (como está na sua certidão...)
  7. Nome da mãe de seu pai (sua avó) fielmente transcrito
  8. Data de nascimento da mãe
  9. Local de nascimento da mãe (como está na sua certidão...)
  10. Nome dos avós paternos de seu pai , e se possível o local de origem...
  11. Nome dos avós maternos de seu pai, e se possível o local de origem...
  12. Cidade ou Cartório do seu registro (informação importante)

Algumas destas informações já constavam dos seus dados da Árvore Genealógica. Se forem EXATAMENTE iguais, não será necessário reescreve-las, mas se houver divergência entre o que está escrito e o documento atual em análise, DESTAQUE a diferença e identifique bem a origem da informação.

No programa de montagem de sua Árvore Genealógica, como o MyHeritage, é possível voce guardar uma cópia digital dos documentos junto às suas informações, de seu pai, mãe, avós e assim por diante, o que ajuda muito a organizar e analisar os documentos se precisar.

Também é possível dispor fotos quando disponíveis, o que torna a sua construção bastante interessante também!

Caso seja necessário, poderá ser feita de forma judicial alguma correção no nome e etc. Trataremos com mais detalhe deste assunto mais tarde.

Passo 3: a vez de seus avós maternos e paternos...

É importante ter as Certidões de Nascimento à mão, mas devido a vários fatores, estes documentos dos avós já são mais raros nas famílias, porém ainda assim são necessários para obter a sua cidadania.

Neste ponto, todas as informações anteriores coletadas e organizadas de documentos e de familiares são importantes para que você continue a construção de sua Árvore Genealógica até o ponto que precisar.

A partir daqui, a construção passa a ser um verdadeiro trabalho de 'detetive familiar', podemos assim chamar. Pois, os documentos e informações dos familiares começam a ficar escassos e imprecisos, mas tenha certeza de que em algum lugar eles ainda existem e há meios para encontra-los! Basta querer e dispensar o tempo necessário à pesquisa...

Todas as certidões de nascimento realizadas em cartórios de registro civil, a partir de abril de 1874, estão disponíveis aos interessados. Mas para achar a do seu interesse, é importante que você tenha os dados de forma mais precisa e completa possível. Por exemplo: antes de 1923, registrava-se o indivíduo apenas pelo nome de batismo (primeiro nome ou nome composto), sendo que não era atribuído automaticamente o sobre nome do pai e/ou mãe que ficava meio à critério do sujeito que sobrenomes (nomes de família) usar. Meu bisavô, por exemplo, ao registrar o meu avô, usou o sobrenome (nome de família) da mãe dele, além do sobrenome do seu pai por último.

Tendo o Cartório ou a idade onde foi registrado o seu parente, entre outras informações mais comuns, é perfeitamente possível obter uma Certidão de Nascimento atualizada, mesmo que seja de 1875.

Caso não se tenha informações de forma precisa, é possível rastrear através de algumas técnicas esta busca... Falaremos sobre isso em outro lugar.

Mas, não esqueça de documentar todas as informações que tiver disponível e indicar a fonte para atribuir um coeficiente de 'credibilidade' da informação registrada.

Lembre-se a ordem de importância e credibilidade destes documentos:

  1. Certidão de Nascimento: é a mais importante e fidedigna.
  2. Certidão de casamentopossui informações importantes e pode-se acessar outros documentos através dos DOCUMENTOS DE HABILITAÇÃO para o casamento que ficam para sempre arquivados nos cartórios de registro civil!
  3. Certidão de Óbito, por último: que é a menos fidedigna, pois muitas vezes o declarante é uma pessoa que não conhece tantos detalhes fidedignos do falecido e o cartório não exige documentos comprobatórios de todas as informações prestadas...

Existem muitos outros documentos onde pesquisar, só para citar alguns:

  • Registro de embarque e desembarque de navios disponíveis na internet
  • Arquivos distritais de países, como Portugal, que possui digitalizado "certidões" desde meados dos anos 1500!!!!
  • Registro de estrangeiros dos países receptores de imigrantes
  • Documentos de passaporte (por mais antigo que seja, eram necessários...)
  • Base de dados como o MyHeritage e o FamilySearch disponíveis na internet
  • E muitos outros...

Passo 4: como ampliar sua Árvore Genealógica

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Passo 5: documentos para sua Árvore...

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Sua família

Genealogia

A Genealogia é a História das relações familiares entre indivíduos, sendo que normalmente o investigador (ou genealogista) estuda a sua própria ascendência. A árvore genealógica é a forma mais popular de organizar estes dados. Embora seja possível realizar esta investigação sem recorrer a nenhuma ferramenta informática, recomenda-se o uso de algum suporte porque a partir de um dado momento, a organização dos dados torna-se obrigatória, tarefa que é simplificada com o recurso a ferramentas especializadas. Entre outras vantagens, além de permitir uma gestão mais simples da investigação genealógica, torna possível a partilha de dados com familiares ou mesmo outros genealogistas. Ao começar o estudo da sua genealogia, deve contactar os seus familiares mais idosos e perguntar-lhes tudo o que se lembram da história familiar. Para além de ser um momento bem passado com eles, poderá ficar a par de alguns detalhes que de outra forma não seria possível desvendar (imigrações, ligações familiares desconhecidas, etc.). Esta também é uma boa altura para digitalizar as fotos de família antigas, solicitando assistência na identificação dos desconhecidos nessas fotografias.

Registos vitais

A genealogia debruça-se principalmente sobre os registos primários ou 'vitais': nascimento, casamento e óbito. Numa fase avançada ou por mero interesse, poderá ter de usar alguns registos secundários: passaportes, testamentos, processos de genere, etc. Estes não são tão comuns como os primários, mas podem permitir avançar na ausência dos registos primários. De forma geral, os passos são os seguintes:

  1. Obtenha o assento de nascimento da pessoa. Nos assentos recentes vem indicado o nome, idade e localidade de origem de ambos os pais, e o nome dos avós. Poderão também existir 'averbamentos', com informação sobre o(s) casamento(s) ou o óbito dessa pessoa. Nalguns casos as testemunhas/padrinhos podem indicar outros graus de parentesco que também são úteis.
  2. Obtenha o assento de casamento dos pais da pessoa anterior. Neste virá indicado o nome, idade e localidade de origem dos noivos, e o nome dos pais dos noivos. Poderão também existir averbamentos sobre a dissolução do casamento.
  3. Se a pessoa em causa já é falecida, obtenha também o assento de óbito, recorrendo aos dados obtidos nos assentos anteriores.
  4. Repetir os passos anteriores, uma vez para o pai e outra para a mãe. Continuar o processo até esgotar todas as fontes de informação.

Dependendo do gosto pessoal, pode optar por começar por si, pelos seus pais ou pelos seus avós. Se, como recomendado acima, optar pelo uso de uma ferramenta informática, e a não ser que deseje manter várias bases de dados separadas, será sempre obrigado a começar por si, uma vez que é sempre obrigado a indicar algum parentesco com alguém já existente na base de dados.

Recolha de registos

Para obter os registos indicados acima, é necessário proceder de forma diferente conforme o ano em que o evento aconteceu:

  • Registos civis: Para eventos com menos de 100 anos (na prática desde 1911 até hoje)
  • Registos paroquiais: Para eventos com mais de 100 anos (na prática entre a segunda metade do século XVI e 1911)

Registos civis

Para eventos com menos de 100 anos, os registos que necessita estão na Conservatória do Registo Civil (CRC) do concelho respectivo. Como hoje em dia as CRCs funcionam em rede, não é obrigatório deslocar-se à localidade em causa, podendo solicitar os registos na CRC mais conveniente. Antes de se deslocar à CRC, elabore uma lista com os seguintes dados para todos os assentos desejados: Nome completo da(s) pessoa(s), tipo de registo, data (o ano exacto basta) e localidade do evento, e ainda o nome dos pais. Dependendo da carga de trabalho do conservador, ou caso seja necessário solicitar dados a uma CRC externa, prepare-se para ter de regressar uns dias depois. Dependendo do tipo de registo, é provável que o mesmo já tenha sido informatizado, Isso significa que, em vez do original manuscrito e assinado, irá receber uma impressão dos dados conforme estão inseridos na base de dados do IRN (Instituto dos Registos e do Notariado). Refira claramente que deseja 'fotocópias não certificadas', uma vez que estas custam bastante menos que as 'certidões' (1-2€ ao invés de 20€). Caso não indique nada, o funcionário da CRC poderá assumir que necessita de uma certidão autenticada, e uma vez que este processo tenha ocorrido terá de pagar por ele. No serviço Civil Online é possível subscrever durante 6 meses a uma certidão informatizada por 10€. Se reside fora de Portugal, aconselha-se que peça a um familiar para se deslocar a uma CRC para efectuar o pedido presencialmente.

Registos paroquiais

Para eventos com mais de 100 anos, os dados que necessita estão num dos Arquivos Distritais ou no Arquivo Nacional da Torre do Tombo. Antes de 1911, o Registo Civil não existia nos moldes actuais, sendo que na maioria dos casos os registos pretendidos são os registos paroquiais. Felizmente para os genealogistas portugueses, em 1911 os registos paroquiais passaram para a tutela do Estado estando hoje guardados em instituições capazes de garantir a sua conservação para as gerações futuras. Isto também permitiu que a Sociedade Genealógica do Utah - através de um protocolo com o Governo Português - tenha procedido a partir de 1984 à microfilmagem de todos os registos paroquiais, e desde 2007, à colocação em linha de versões digitais, sendo este um projecto ainda em curso. Existem já largos milhares destes livros disponíveis nos sites dos vários Arquivos. Este site - o tombo.pt - simplifica bastante este tipo de pesquisa, ao agregar numa única página todos os livros referentes a uma dada paróquia, independentemente do Arquivo onde esse livro se encontra. Dentro dos registos paroquiais, existem três grandes períodos:

  1. do séc. XVI até finais do séc. XVII: formato de livre escolha pelo pároco, estes registos contém apenas o essencial, não sendo possível fazer dupla verificação por insuficiência de dados
    • Baptismos: nome da criança, pais, padrinhos e data do baptismo.
    • Casamento: nomes dos noivos e padrinhos, data do matrimónio
    • Óbitos: nome, indicação de viuvez, data do óbito
  2. de finais do séc. XVII até 1860: apesar de variarem de diocese para diocese, estes registos já permitem algum cruzamento de dados
    • Baptismos: inclui naturalidade dos pais
    • Casamento: naturalidade dos noivos, nomes dos pais
    • Óbitos: nome do cônjuge
  3. de 1860 até 1911: os registos foram uniformizados por força do decreto de 19 de Agosto de 1859, contendo informação muito detalhada
    • Baptismos: inclui nomes dos avós
    • Casamento: idade dos noivos, naturalidade dos pais
    • Óbitos: nomes dos pais e naturalidade

Paleografia

Para a compreensão dos registos paroquiais mais antigos é também necessário algum conhecimento sobre Paleografia. Quer sobre a caligrafia da época, como especialmente sobre as abreviaturas que eram usadas. Aconselham-se os seguintes recursos para avançar os seus conhecimentos de Paleografia:

  • Basic Portuguese Paleography (em Inglês), Departamento de História da Família da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, 1978: PDF 1/4PDF 2/4PDF 3/4 e PDF 4/4 (informação obtida na Wiki de Pesquisa Genealógica)
  • Paleografia Portuguesa Básica (em Português), Departamento de História da Família da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, 1978: PDF
  • Abreviaturas paleográficas portuguesas, Eduardo Borges Nunes, Faculdade de Letras, 1981.

Bernardo Genealogista

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